A recente incorporação do trastuzumabe deruxtecana (T-DXd) ao tratamento adjuvante do câncer de mama HER-2 positivo com doença residual invasiva após terapia neoadjuvante representou um importante avanço, ancorado no ganho expressivo de sobrevida livre de doença frente ao trastuzumabe entansina (T-DM1).
Entretanto, entre os eventos adversos associados ao T-DXd, a doença pulmonar intersticial e a pneumonite figuram como as toxicidades mais temidas e que demandam vigilância rigorosa ao longo do tratamento.
Nesse contexto emerge um dilema prático de grande relevância. Como boa parte dessas pacientes também tem indicação de radioterapia adjuvante de mama que, isoladamente, já pode cursar com pneumonite actínica, permanecia em aberto a dúvida sobre a segurança de associar as duas estratégias e, mais especificamente, sobre o momento ideal de realizar a radioterapia em relação ao anticorpo conjugado a droga: concomitante ou sequencial.
No MOC-Dicas deste mês, a Dra. Bruna Zuccheti, oncologista clínica do Hospital Nove de Julho, aborda uma análise do estudo DESTINY-Breast05 apresentada na ASCO Annual Meeting 2026, que avaliou justamente a segurança pulmonar da radioterapia adjuvante em pacientes recebendo T-DXd ou T-DM1, sob um protocolo estruturado de monitorização tomográfica seriada e adjudicação central independente dos eventos de pneumonite. Confira acima e descubra o que os dados revelam sobre o melhor sequenciamento entre radioterapia e T-DXd na prática clínica!