A terapia de reposição hormonal é um dos tópicos mais frequentemente trazidos à consulta oncológica por pacientes na perimenopausa ou menopausa que buscam alívio de sintomas como fogachos, insônia, ressecamento vaginal e declínio na qualidade de vida.
A relação entre o uso de hormônios exógenos e o risco de câncer de mama é, há décadas, uma das questões mais debatidas da medicina, marcada por dados controversos, revisões sucessivas de diretrizes e, muitas vezes, insegurança tanto entre profissionais quanto entre pacientes. Nesse cenário, compreender as nuances entre as diferentes formulações hormonais disponíveis e seus impactos distintos sobre o risco oncológico mamário é indispensável para uma tomada de decisão clínica baseada em evidências e centrada na paciente.
No MOC-Dicas deste mês, o Dr. Antonio C. Buzaid, editor do MOC, apresenta os dados de uma abrangente metanálise publicada em 2026 que avaliou especificamente o risco de câncer de mama associado a diferentes esquemas de reposição hormonal. Os achados têm o potencial de impactar diretamente a conduta no consultório (e talvez surpreendam). Não perca esta dica essencial para quem atende pacientes com essa dúvida cada vez mais presente na prática clínica. Confira!