As complicações tromboembólicas venosas (TEV) representam uma das intercorrências mais frequentes e clinicamente relevantes no contexto oncológico, afetando entre 10% e 20% dos pacientes com câncer ao longo de sua jornada de tratamento. O advento dos anticoagulantes orais diretos transformou o manejo desta complicação, substituindo progressivamente a heparina de baixo peso molecular como primeira linha de tratamento na maioria dos casos. No entanto, a literatura médica ainda possui uma dúvida sobre o melhor perfil de segurança entre os diferentes agentes.
Dessa maneira, o estudo COBRRA (Comparison of Bleeding Risk Between Rivaroxaban and Apixaban), publicado em março de 2026 no New England Journal of Medicine, é o primeiro ensaio clínico randomizado internacional a comparar diretamente o risco de sangramento entre rivaroxabana e apixabana no tratamento agudo do TEV. O estudo randomizou 2.760 pacientes com embolia pulmonar sintomática aguda ou trombose venosa profunda para receber apixabana (10 mg duas vezes ao dia por 7 dias, seguidos de 5 mg duas vezes ao dia) ou rivaroxabana (15 mg duas vezes ao dia por 21 dias, seguidos de 20 mg uma vez ao dia) por 3 meses. O desfecho primário foi o sangramento clinicamente relevante (composto por sangramento maior ou sangramento não maior clinicamente relevante). No MOC-Dicas deste mês, o Dr. Antonio C. Buzaid, editor do MOC, comenta os principais resultados do estudo COBRRA e discute as implicações práticas desta evidência inédita para o oncologista clínico que, no dia a dia, lida com decisões anticoagulantes em pacientes que carregam, simultaneamente, alto risco trombótico e alto risco hemorrágico. Não perca esta dica, assista ao vídeo acima e atualize sua prática clínica com a melhor evidência disponível!Desenvolvimento terapêutico e resultados de Dato-DXd no tratamento do câncer de mama avançado (Estudo TROPION-Breast01)