A anemia é uma das complicações mais prevalentes em pacientes oncológicos, podendo estar relacionada a diferentes etiologias. Estima-se que até 40-60% dos pacientes em tratamento sistêmico desenvolvam algum grau de redução da hemoglobina,1 com impacto direto em maior risco de fadiga, dispneia, redução da capacidade funcional, piora da qualidade de vida e, em casos mais graves, necessidade de transfusões repetidas.2
A alfadarbepoetina é um análogo recombinante da eritropoetina humana com meia-vida prolongada, indicado principalmente para o tratamento da anemia sintomática em pacientes com neoplasias não-mieloides em uso de quimioterapia mielossupressora. As diretrizes internacionais, como as da American Society of Clinical Oncology (ASCO), da American Society of Hematology (ASH) e da European Society for Medical Oncology (ESMO), recomendam que a alfadarbepoetina seja considerada em pacientes com anemia induzida por quimioterapia, com hemoglobina geralmente < 10 g/dL, em tratamento com intenção não curativa, após discussão individualizada dos riscos e benefícios.3,4 Sua administração é realizada por via subcutânea, com esquema posológico de 500 mcg a cada três semanas, ajustado conforme resposta hematológica.5 A avaliação e correção de deficiência de ferro, quando presente, são fundamentais para otimizar a resposta eritropoiética.6
Neste Vídeo-MOC, o Dr. Antonio A. G. S. Brandão, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, apresenta mais dados sobre o manejo da anemia em pacientes recebendo tratamento oncológico, e participa de uma discussão com o Dr. Fernando de Moura, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e o Dr. Phillip Scheinberg, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, sobre como conduzir esse tratamento na prática clínica. O manejo adequado da anemia no paciente oncológico exige abordagem individualizada, integração com a estratégia terapêutica global e alinhamento às recomendações de diretrizes baseadas em evidência, garantindo equilíbrio entre benefício clínico e segurança. Confira!
Bibliografia: