Em 23 de setembro de 2026, o FDA (Food and Drug Administration) aprovou lirafugratinibe para pacientes adultos com colangiocarcinoma irressecável, localmente avançado ou metastático, previamente tratado, portadores de fusão ou outro rearranjo do gene FGFR2, sem exposição prévia a inibidor de FGFR. Lirafugratinibe é um inibidor seletivo de FGFR2, indicado como opção de segunda linha para essa população molecularmente selecionada.
A eficácia e a segurança de lirafugratinibe foram avaliadas no estudo REFOCUS, ensaio clínico de fase I/II, multicêntrico, aberto, de braço único, que incluiu 116 pacientes com colangiocarcinoma com fusão ou rearranjo de FGFR2, virgens de inibidor de FGFR e previamente tratados com quimioterapia ou quimioimunoterapia. O desfecho primário foi a taxa de resposta objetiva avaliada por comitê de revisão independente.
Na população avaliável para eficácia de 114 pacientes, a taxa de resposta objetiva foi de 46%, com taxa de controle de doença de 96,5%, mediana de duração de resposta de 11,8 meses, mediana de sobrevida livre de progressão de 11,3 meses e mediana de sobrevida global de 22,8 meses.
Eventos adversos relacionados ao tratamento de graus ≥ 3 ocorreram em 57,8% dos pacientes, com eritrodisestesia palmo-plantar (32,8%), toxicidade ungueal (12,1%) e estomatite (12,1%) como os mais frequentes. O perfil de segurança inclui ainda alertas para toxicidade ocular (incluindo descolamento do epitélio pigmentar da retina), hiperfosfatemia com mineralização de tecidos moles e toxicidade embriofetal.
A posologia recomendada de lirafugratinibe é de 70 mg, via oral, uma vez ao dia, mantida até progressão da doença ou toxicidade limitante.