O anticorpo conjugado a droga trastuzumabe deruxtecana redefiniu o tratamento do câncer de mama metastático ao estender o benefício da terapia direcionada ao HER-2 para tumores com baixa expressão desse receptor (HER-2 low) e, mais recentemente, para a categoria HER-2 ultralow, conforme demonstrado nos estudos DESTINY-Breast04 e DESTINY-Breast06.
Na prática clínica, porém, a definição de elegibilidade continua desafiadora: a expressão de HER-2 é dinâmica e heterogênea, podendo divergir entre o tumor primário e a doença recidivada e atividade antitumoral já foi observada mesmo em tumores sem expressão detectável de HER-2. Somam-se a isso os desafios no manejo de pacientes em cenários de alta carga tumoral e de acometimento do sistema nervoso central.
No MOC-Dicas deste mês, a Dra. Debora de Melo Gagliato, oncologista clínica do Centro de Oncologia do Hospital Nove de Julho e do Samaritano Higienópolis, discute um caso reunindo temas centrais da prática atual em câncer de mama avançado em relação à terapia anti-HER-2 e destaca pontos importantes sobre como otimizar os cuidados de pacientes neste cenário.