Em 10 de julho de 2026, a
Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso de
pembrolizumabe em combinação com
enfortumabe vedotina como tratamento neoadjuvante seguido de tratamento adjuvante após cistectomia, para pacientes adultos com câncer de bexiga músculo-invasivo (CBMI).
A decisão amplia a aprovação prévia desse esquema no mesmo cenário, que era restrita a pacientes inelegíveis à
cisplatina, passando a contemplar todos os pacientes com CBMI candidatos à cistectomia.
A eficácia foi avaliada no estudo
KEYNOTE-B15/EV-304, que incluiu 808 pacientes com CBMI não tratado previamente, candidatos à cistectomia radical com dissecção de linfonodos pélvicos e elegíveis à quimioterapia baseada em
cisplatina.
Os pacientes foram randomizados na proporção 1:1 para receber
pembrolizumabe e
enfortumabe vedotina neoadjuvantes seguidos de cirurgia e, então,
pembrolizumabe e
enfortumabe vedotina adjuvantes, ou para
gencitabina e
cisplatina neoadjuvantes seguidas de cirurgia.
O principal desfecho foi a sobrevida livre de eventos avaliada por revisão central independente cega, tendo a sobrevida global como desfecho adicional. O estudo demonstrou melhora estatisticamente significativa em ambos os desfechos com o esquema perioperatório: a mediana de sobrevida livre de eventos não foi alcançada no braço de
pembrolizumabe com
enfortumabe vedotina e foi de 48,5 meses no braço de quimioterapia (HR=0,53; IC de 95%: 0,41-0,70; p<0,0001), enquanto a mediana de sobrevida global não foi alcançada em nenhum dos braços (HR=0,65; IC de 95%: 0,48-0,89; p=0,0029). A taxa de resposta patológica completa foi superior no braço da combinação de pembrolizumabe com
enfortumabe vedotina (55,8%
versus 23,5%; p<0,0001).
O perfil de segurança geral foi semelhante ao observado em estudos anteriores dessa combinação no câncer urotelial, destacando-se advertências para eventos adversos imunomediados, reações relacionadas à infusão, complicações do transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas, reações cutâneas, hiperglicemia, pneumonite/doença pulmonar intersticial, neuropatia periférica, distúrbios oculares, extravasamento no local da infusão e toxicidade embriofetal.