Em 22 de julho de 2026, a agência reguladora norte-americana FDA
(Food and Drug Administration) aprovou o
zidesamtinibe para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) localmente avançado ou metastático positivo para alteração de ROS1 que receberam ao menos um inibidor de tirosina quinase (TKI) direcionado ao ROS1 previamente.
Zidesamtibine é um TKI de ROS1 de nova geração, desenhado para combinar alta seletividade, cobertura ampla das mutações de resistência ao ROS1 e penetração na barreira hematoencefálica, endereçando também a doença no sistema nervoso central.
A eficácia foi avaliada no estudo
ARROS-1, em pacientes com CPCNP ROS1-positivo localmente avançado ou metastático previamente tratados. A população de eficácia incluiu 117 pacientes, dos quais 59 haviam recebido um TKI de ROS1 prévio e 58 haviam recebido dois ou mais TKI, incluindo
lorlatinibe,
repotrectinibe e/ou
taletrectinibe.
Na população geral, a taxa de resposta objetiva foi de 44%, com 82% dos respondedores mantendo resposta por ≥ 6 meses e 69% por ≥ 12 meses. Entre os pacientes com exposição a apenas 1 TKI previamente, a taxa de resposta foi de 49% e entre aqueles com exposição a ≥ 2 TKI prévios foi de 38%. No perfil de segurança, os eventos adversos mais frequentes foram edema (38%, com grau ≥3 em apenas 0,7%), neuropatia periférica (25%), constipação (17%), fadiga (16%) e dispneia (15%). A elevação de creatinofosfoquinase (CPK) de graus 3-4 ocorreu em 4% dos pacientes, com taxas de redução de dose e de descontinuação por eventos adversos de 10% e 2%, respectivamente. A bula destaca advertências para eventos adversos no sistema nervoso central, prolongamento do intervalo QTc, doença pulmonar intersticial/pneumonite, fraturas ósseas, mialgia com elevação de CPK, toxicidade pancreática e toxicidade embriofetal.
A dose recomendada de
zidesamtinibe é de 100 mg, via oral, uma vez ao dia, com ou sem alimentos, mantida até a progressão da doença ou o surgimento de toxicidade limitante. Recomenda-se a monitorização do intervalo QTc e dos níveis séricos de CPK durante o tratamento, com suspensão temporária e eventual reintrodução em dose igual ou reduzida conforme a gravidade dos eventos adversos.