Em 9 de julho de 2026, o
Food and Drug Administration (FDA) aprovou
isatuximabe, em formulação para injeção subcutânea, para três indicações no tratamento do mieloma múltiplo: em combinação com
pomalidomida e
dexametasona, para pacientes adultos que tenham recebido pelo menos uma linha de tratamento prévia (incluindo
lenalidomida e um inibidor de proteassoma), em combinação com
carfilzomibe e
dexametasona, para pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado ou refratário após uma a três linhas prévias de tratamento, e em combinação com
bortezomibe,
lenalidomida e
dexametasona, para pacientes adultos com mieloma múltiplo recém-diagnosticado inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. A decisão amplia a via de administração do anticorpo monoclonal anti-CD38, previamente disponível apenas na formulação intravenosa, para as três combinações terapêuticas já estabelecidas nesse cenário.
A eficácia e a segurança da formulação subcutânea em combinação com
pomalidomida e
dexametasona foram avaliadas no estudo
IRAKLIA, um estudo aberto e de não inferioridade, que randomizou 531 pacientes (1:1) para receber
isatuximabe subcutâneo, administrado por sistema de infusão
on-body (OBDS), ou
isatuximabe intravenoso, ambos em combinação com
pomalidomida e
dexametasona. Os principais desfechos foram a taxa de resposta global (TRG), avaliada por comitê de revisão independente, e avaliações farmacocinéticas (Ctrough, pré-dose no Ciclo 6 Dia 1). A TRG foi de 71,1% no braço subcutâneo
versus 70,5% no braço intravenoso, e a razão geométrica média subcutâneo/intravenoso para o Ctrough em estado de equilíbrio foi de 1,53.
Já a combinação com
carfilzomibe e
dexametasona foi avaliada no estudo de fase II
IZALCO, em 74 pacientes com mieloma múltiplo recidivado e/ou refratário, com TRG por comitê independente de 79,7%.
Por fim, a combinação com
bortezomibe,
lenalidomida e
dexametasona foi avaliada no estudo
IsaSocut, um estudo de fase II, braço único, conduzido em 74 pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado inelegíveis ao transplante, que demonstrou TRG de 97,3%.
A bula do produto inclui alertas para reações de hipersensibilidade e outras reações relacionadas à administração, neutropenia, infecções, neoplasias malignas secundárias, interferência em testes laboratoriais e toxicidade embriofetal.
A dose recomendada de
isatuximabe nesta formutação é de 1.400 mg, administrada por via subcutânea com o sistema OBDS CirCLIQ ou por seringa com conjunto de infusão para administração manual, sempre em associação com o esquema terapêutico específico de cada indicação aprovada.